Categoria: Praia
Na hora de aplicar o protetor solar, é importante não esquecer de passar nos pés, nas orelhas e nas mãos

Ai! Ui! Issssssss! Não dá para deixar de recorrer a essas interjeições quando não se cuida bem da pele em períodos como esse de alta estação. Descolorante, protetor solar, hidratante, raios UVA e UVB... O Diário do Nordeste vem ajudar o freqüentador de praia, com a orientação de especialistas, a lidar bem com esses e outros conceitos a partir de exemplos do dia-a-dia de sol e mar.

Que tal começar pelo hábito da revisora de roupa Raimunda Freitas Silva, 38 anos, de passar descolorante sob o sol das 15h? ?O efeito (dos pêlos mais claros) fica melhor na praia. Mas não faço isso com muita freqüência e, logo que tiro, passo o protetor solar?, garante, quase se desculpando. Prática essa contra-indicada pela dermatologista Genúcia Matos.

A especialista explica que tanto o descolorante de pêlos como o bronzeador feito à base de óleo mineral e corante, o bronzeamento a jato e as câmaras de bronzeamento artificial podem causar uma série de danos à pele, como queimaduras de primeiro e segundo graus e dermatites (inflamações da pele) alérgicas. Além disso, ao longo do tempo, o uso desses recursos, aliado à exposição excessiva ao sol, pode antecipar o foto-envelhecimento e o aparecimento de rugas e acarretar perda da elasticidade e lesões malignas (câncer de pele).

Pele negra

Inclusive, diz Genúcia, os descolorantes podem trazer problemas para negros também, que correm o risco de ter a pele marcada para sempre caso façam uso sem controle dessas substâncias. É a Hipomelanose maculosa da pele morena. Manchas que aparecem principalmente no abdômen e nas costas e que se confundem com o popular ?pano branco?. A diferença é que esse tem cura.

Em vez de produtos como esses, o aconselhável é optar pelo filtro solar, a ser recomendado pelo dermatologista a partir do tipo e da formulação da pele, além do fator de proteção solar (FPS). São seis os fototipos de pele, que variam do um ? pele, olhos e cabelos claros ? ao seis ? negros. ?Com base nessa classificação, prescrevemos o protetor solar com FPS adequado. Por exemplo, fototipo um e dois, FPS 60?, diz Genúcia.

Ela esclarece ainda que não é porque você está usando um filtro solar com FPS 30 que está duas vezes mais protegido do que se estivesse com um de fator 15. ?Um paciente que usa um filtro com FPS 15 garante 94% de proteção contra raios ultravioleta B (os mais nocivos, predominantes entre as 10h e as 15h. Os UVA são menos nocivos e predominam no início da manhã e no fim da tarde). Esse mesmo paciente, se usar o de FPS 30, garante 96%?.

Também é importante classificar a pele quanto à sua formulação, adverte Genúcia Matos. Se seca, preferir filtro solar em creme; se acnéica, o ideal é protetor livre de óleo; pele mista, dar preferência ao filtro em gel-creme; e oleosa, protetor em gel. A dermatologista acrescenta que o protetor solar deve ser aplicado em dupla camada, pelo menos, meia hora antes da exposição ao sol.

?Não esqueça de aplicar nos pés, nas orelhas, nas mãos e no couro cabeludo?, lembra. É o que faz a vendedora Vanusa dos Santos Freitas, 28 anos. Ela garante que deixa os filhos ?branquinhos? de protetor antes de caírem na água.

Quanto aos auto-bronzeadores, o dermatologista Renato Campos afirma não ter muitas contra-indicações, a não ser para quem tem alergia a eles. Para depois da praia, o especialista aconselha os hidratantes neutros, sem perfume. ?Os dias nublados também exigem o uso do filtro solar?, completa.

Fonte:
diariodonordeste.globo.com
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