Categoria: Histórias da Moda


A mais antiga cultura conhecida em que as mulheres usavam minissaias era a Duan Qun Miao, que literalmente significa "saia curta Miao" em chinês. Isso foi em referência às saias curtas "que mal cobrem as nádegas" usada por mulheres da tribo, e que eram "provavelmente chocantes" para os observadores do povo han durante a Idade Média e Idade Moderna.[1]

Depois de I Guerra Mundial, o comprimento das saias diminuiu rapidamente, no mundo ocidental. Até meados dos anos 1920, vestidos usados pelos jovens "flappers" eram muitas vezes acima do joelho, que só foi permitido pelo abandono dos espartilhos das eras vitoriana e eduardiana. O aspecto de saias, no Ocidente da década de 1960 foi geralmente creditados à estilista Mary Quant, que foi inspirado pelo Mini automóvel, embora o designer francês André Courrèges também é frequentemente citado como um pioneiro (os franceses referem-se à minissaia como la mini-jupe). Alguns também dão crédito a Helen Rose, que fez algumas saias para a atriz de Anne Francis em 1956, para o filme Forbidden Planet[carece de fontes?].

Fonte: pt.wikipedia.org

A minissaia comemora em 2009 quarenta e um anos de existência. E a celebração não é só pela peça, mas por tudo que ela representou no contexto em que foi criada

O ano de 1968 entrou para a história como um ano de revolução. É nesse ano cheio de acontecimentos importantes que ? acredita-se ? nasceu também a minissaia. Uma novidade chocante para os conservadores e uma vitória na luta dos jovens que tentavam ganhar respeito, mudar idéias e crenças, ter voz, ter mais liberdade. Não só de expressão, mas também de estilo.

Novos modistas foram surgindo, com criações cada vez mais modernas: peças estampadas e muito coloridas, psicodélicas, roupas curtas e mais coladas ao corpo, tecidos futuristas. As tendências foram consquistando os jovens, que diziam levar a vida sem entregar-se à moda, usando o que bem quisessem ? na verdade, contraditoriamente, essa era a moda.
Em meio a tantas novidades, surge a minissaia. As saias de cerca de 30 cm de comprimento deixavam as pernas à mostra e viraram febre das jovens da época, sinônimo de feminilidade e da libertação sexual.

Há quem diga que a minissaia não nasceu, mas veio de uma série de mudanças na moda que refletia as mudanças comportamentais da época.

Por outro lado, há quem credite o surgimento da peça a dois estilistas: Mary Quant e André Courrèges. De acordo com Mary, a criação não deve ser atribuída a nenhum dos dois: ?A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou?.

?A minissaia é sexy, mas jamais obscena. A moda é feita para provocar o desejo?, defendia Mary Quant.

Os estilistas
André Courrèges, desde o início de sua carreira, foi considerado revolucionário. Ele não apenas ?encurtava? as peças, mas as construía, dando formas diferenciadas, estruturadas e com estampas geométricas. Mary Quant apenas diminuía o cumprimento das saias e vestidos. É o que diz o livro de Françoise Vincent-Ricard, As Espirais da Moda (Paz e Terra, 1989).

O estilista era considerado superior à Mary, por ter mais técnica, enorme conhecimento de costura, criações mais geniais. Mas é ela quem ? comumente ? leva a fama pela então novidade da minissaia e que fez enorme sucesso.

Mary Quant

Mary nasceu em Londres, em 1934. Começou sua promissora carreira no mundo da moda abrindo a butique Bazaar, em 1955. A idéia inicial era fazer as peças que ela gostaria de usar, mas que não conseguia encontrar em outras lojas.

Na década de 60 a loja tornou-se um império, sinônimo de vanguarda e ganhando fama internacional por ter roupas, acessórios e até cosméticos ?jovens e descomplicados?. Em poucos anos, Mary e seu marido abriram 150 filias na Inglaterra, 320 nos Estados Unidos e milhares de pontos de venda em todo o mundo.

A criadora inglesa influenciou a moda, que mudava e evoluía rapidamente. Deve-se a ela o estilo que ficou conhecido como Chelsea Look, que consistia em minissaia, botas de couro com cano alto que alcançavam as coxas e malhas ou camisetas justas, geralmente caneladas.

Provavelmente Mary não tinha idéia de que sua criação curta e atrevida fosse ter a repercussão e o significado que teve e tem até hoje. A minissaia tornou-se bandeira da juventude libertária, que pregava paz, amor e liberdade, no mundo inteiro.


Mary Quant

?Eu quero criar novas maneiras de fazer roupas com novos materias juntamente com acessórios modernos que mudam conforme o estilo de vida das pessoas?, explicou ela.

No Brasil
Os grandes responsáveis pela disseminação da nova moda no brasil foram Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, que formavam a famosa Jovem Guarda. O nome do grupo foi tirado de um discurso de Marx: ?O futuro está nas mãos da Jovem Guarda?.

Incialmente um programa na TV Record, o estilo de vida destes jovens tornou-se popular e alavancou o lançamento de acessórios e roupas, como a minissaia, muito usada pela cantora Wanderléa. Ídolo da época, a cantora inspirou milhares de jovens que adotaram a sainha como peça-chave do guarda-roupa.

Nem sempre a minissaia teve ótima reputação. Em alguns lugares, como na França, a saia foi responsabilizada pelo aumento dos estupros. Na Grécia, apenas as turistas podiam usá-las. Na África, levou a culpa pela falta de chuvas.

Fonte: plasticamente.wordpress.com
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