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História da Lingerie
Túnel do Tempo
A história da lingerie começa por volta do segundo milênio antes de Cristo. Em Creta, as mulheres usavam um corpete simples que sustentava a base do busto, projetando os seios nus. Essa "moda" era inspirada na Deusa com Serpentes, ideal feminino da época.
Na Idade Média, surgiram os ancestrais do corselete. Um deles era a cota, uma túnica com cordões. O outro era conhecido como bliaud, uma espécie de corpete amarrado atrás ou nas laterais, que apertava o busto como uma couraça e era costurado à uma saia plissada. O sorquerie era uma cota muito justa também conhecida como guarda-corpo ou corpete. E havia ainda o surcot, um colete enfiado por cima do vestido e amarrado.
Só no final da Idade Média, em torno do século XV, durante o ducado da Borgonha, é que as mulheres nobres passaram a usar um largo cinto sob o busto que, além de sustentar os seios, faziam com que eles parecessem mais volumosos
Do século XV ao XVI, durante o Renascimento, a roupa íntima feminina ficou ainda mais rígida. É nesta época que surgiu o corps piqué, um corpete pespontado que apertava o ventre, afinava a cintura e deixava os seios com aspecto de cones. Esta peça era construída com uma haste, que muitas vezes era feita de madeira de buxo ou marfim. Havia, ainda, uma haste de metal central que, em alguns modelos, chegava a pesar até um quilo. Essas hastes eram trabalhadas com gravuras e inscrições, pois, de acorddo com os costumes da época, podiam ser retiradas e exibidas em sociedade depois de um lauto jantar. No entanto, estes corpetes começaram a causar polêmica entre médicos esclarecidos, pois comprimiam órgãos internos, causando entrelaçamento de costelas e até a morte.
Somente no século XVIII é que as mulheres começam a respirar, literalmente, um pouco mais aliviadas. É que as hastes de madeira e metal foram substituídas pelas barbatanas de baleia. Os decotes aumentaram e os corseletes passaram a ser confeccionados para comprimir a base do busto, deixando os seios em evidência. Também foi nesta época que os corseletes ganharam sofisticação. Eram bem trabalhados com bordados, laços e tecidos adamascados. E, a partir de 1770, junto com as idéias iluministas que culminaram com a Revolução francesa, houve uma espécie de cruzada anti-espartilho. Médicos, escritores, filósofos militavam contra os corseletes.
No século XIX, as crinolinas (anáguas confeccionadas com tecidos rígidos, feitos de crina, para armar as saias), praticamente desapareceram. Mas o corselete permaneceu na moda. Em 1832, o suíço Jean Werly abriu a primeira fábrica de espartilhos sem costuras. E, em 1840, foi lançado um modelo com um sistema de de cordões elásticos. Isso permitia que a mulher pudesse, ela mesma, vestir e tirar a peça sozinha. Além do corselete, as roupas íntimas eram compostas por calças que chegavam até os joelhos, cheias de babadinhos.
A partir de 1900, o espartilho começou a se tornar mais flexível. Os balés russos de Serge de Diaghliev faziam muito sucesso em Paris. E seus trajes neo-orientais inspiraram costureiros como Paul-Poiret e Madeleine Vionnet que inventaram roupas que formavam uma silhueta mais natural. Em 1904, a palavra soutien-gorge (sutiã) entrou no dicionário francês. E em 1913, Mary Phelps Jacob inventou o sutiã, vendendo a patente para a Warner Company. No ano seguinte, 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial, a mulher teve de trabalhar nas fábricas. Isso fez com ela precisasse de uma nova lingerie que lhe permitisse movimentação. Por isso, o espartilho foi substituído pela cinta.
Nos anos 20, as roupas íntimas eram formadas por um conjunto de cintas, saiotes, calcinhas, combinações e espartilhos mais flexíveis. E a lingerie passou a ter outras cores, além do tradicional branco.
Em 1930, a Dunlop Company inventou um fio elástico muito fino, o látex. A roupa de baixo passou a ser fabricada em modelagens que respeitavam ainda mais a diversidade dos corpos femininos. E ,a partir de 1938, a Du Pont de Nemours anunciou a descoberta do náilon. E as lingeries coloridas, finalmente, tornam-se bem populares. Mas em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o náiloon saiu do setor de lingerie e foi para as fábricas de pára-quedas.
Com o final da Segunda Guerra Mundial, o New Look do costureiro Dior, lançado em 1947, propunha a volta da elegância e dos volumes perdidos durante o período da guerra. Para acompanhar a nova silhueta proposta pelo costureiro, a lingerie precisava deixar o busto bem delineado e a cintura marcadíssima. Surgiram os sutiãs que deixavam os seios empinados e as cintas que escondiam a barriga e modelavam a cinturinha.
No final dos anos 50 e início dos 60, os fabricantes começaram a se interessar pelas consumidoras mais jovens. A Lycra foi lançada com sucesso, pois permitia os movimentos. A lingerie passou a ter diversos tipos de modelagens, embora, na maioria, ainda mantivesse os sutiãs estruturados.
No final dos anos 70 e início dos 80, a inspiração romântica tomou conta da moda. Cinta-liga, meias 7/8 e corseletes, sem a antiga modelagem claustofóbica, voltaram à moda. Rendas, laços e tecidos delicados enfeitavam calcinhas e sutiãs.
Dos anos 90 até os dias de hoje, a ligerie, assim como a moda, não segue apenas um único estilo. Modelagens retrô, como os caleçons, convivem com as calcinhas estilo cueca. Os sutiãs desestruturados dividem as mesmas prateleiras com os modelos de bojo. Tecidos naturais, como o algodão, são vendidos nas mesmas lojas de departamento que os modelos com tecidos tecnológicos.
Fonte: manequim.abril.com.br
História da Lingerie

Várias peças e acessórios usados pelas mulheres compõem o que chamamos de lingerie, as conhecidas roupas de baixo. Formada por calcinhas, sutiãs, cintas-ligas, espartilhos e algumas outras peças, a lingerie desperta todo tipo de fantasias. Segundo Freud, a relação do erotismo com as roupas íntimas nada mais é do que o fetiche, ou feitiço. Isso acontece quando a satisfação pessoal se dá através de objetos ou ornamentos.
O cinema e as revistas também ajudaram a criar um clima de sedução e fantasia, despindo as musas de suas roupas e deixando-as apenas com suas roupas de baixo, cada vez mais bonitas e elaboradas.
A lingerie passou por uma série de transformações ao longo do tempo, acompanhando as mudanças culturais e as exigências de uma nova mulher que foi surgindo, principalmente durante o século 20. A evolução tecnológica possibilitou o surgimento de novos materiais, que tornou a lingerie mais confortável e durável, duas exigências da vida moderna.
Desde o tempo das vestes longas, usadas até pouco depois da Idade Média, passando pela ostentação dos séculos 17 e 18, quando era usado um verdadeiro arsenal de acessórios por baixo das grandes saias femininas, até o início do século 20, a mulher sofreu horrores em nome da beleza e da satisfação masculina.
Os espartilhos, usados por mais de quatro séculos, causava sérios problemas à saúde, além do desconforto e da obrigação de ostentar uma "cinturinha de vespa". Os s
eios, foco da atenção por muito tempo, eram forçados para cima através dos cordões apertadíssimos dos espartilhos. Também as calcinhas, como são atualmente, passaram por drásticas mudanças. No século 19, eram usadas ceroulas, que iam até abaixo dos joelhos. O surgimento da lycra e do nylon permitiu uma série de inovações em sua confecção, que possibilitou até a criação de um modelo curioso nos anos 90: uma calcinha com bumbum falso, que contém um enchimento de espuma de nylon de vários tamanhos e modelagens.
Um acessório sensual muito usado na década de 20 foi a cinta-liga, criada para segurar as meias 7/8. Dançarinas do Charleston exibiam suas cintas-ligas por baixo das saias de franjas, enquanto se sacudiam ao som frenético das jazz-bands. Ainda nos anos 30, a cinta-liga era o único acessório disponível para prender as meias das mulheres, que só tiveram as meias-calças à sua disposição a partir da década de 40, com a invenção do náilon em 1935.
Espartilhos, meias de seda 7/8, ligas avulsas presas às cintas, continuaram sendo usados por muitas mulheres, mas não mais por uma imposição ou falta de opções, mas por uma questão de estilo ou fetiche, já que esses acessórios se tornaram símbolos de erotismo e sensualidade na sociedade ocidental.
A lingerie atravessou o século 20 sempre acompanhando a moda e as mudanças de comportamento. Quando a moda eram roupas justas e cinturas marcadas, lá estava o sutiã com armações de metal, cintas e corpetes para moldar o corpo feminino. Na década de 60, com a revolução sexual, o sutiã chegou até a ser queimado em praça pública, num ato pela liberdade feminina. Uma geração de mulheres afirmava, em 1980, não usar nada por baixo das camisetas ou de seus jeans, mas os tempos mudaram e a moda trouxe tantas novidades em cores, materiais e estilos, indo do esportivo todo em algodão, ao mais sofisticado modelo em rendas e fitas, que as mulheres chegaram a gastar mais em roupas de baixo do que em qualquer outro item de guarda-roupa ainda durante os anos 80.
A indústria de lingerie, que continua crescendo, aposta agora em alta tecnologia. É possível encontrar no mercado desde o espartilho no mais clássico modelo renascentista até o sutiã mais moderno, recheado de silicone, a última novidade.
Fonte: almanaque.folha.uol.com.br

História da Lingerie
Dos primitivos panos da Antigüidade às novidades sintéticas do século 20, uma trajetória de (des) conforto e sensualidade.
Uma história bem antiga
Os primeiros registros que mostram modelos de "calcinhas" datam do ano 40 A.C., em Roma. Pedaços de algodão, linho ou lã eram amarrados ao corpo como fraldas. Faixas de pano também eram amarradas na altura dos seios. O uso de uma espécie de calção, inspirado nos culotes masculinos, foi introduzido no século XVI por Catarina de Médicis, que o utilizava para montar a cavalo. A partir desse século, a roupa íntima feminina, mais elaborada e produzida com tecidos claros, começou a distinguir-se mais da masculina, apertando mais a cintura e os seios, dando a impressão de quadris bem largos.
O desconforto do espartilho
No século XVII surgiu na Espanha o famoso espartilho, feito de tecido rígido que cobria apenas o abdômen com o objetivo de disfarçar as formas. Cada vez mais apertada para modelar o corpo, essa peça acabou obrigatória para mulheres, provocando desconforto e não raros desmaios. Os modelos que enclausuravam a mulher, achatando o busto, se consagraram nesse período. Uma longa camisa rendada isolava do corpo o corpete - uma verdadeira armadura que o moldava. Anáguas e calçolas completavam a indumentária feminina do século XIX.
O primeiro soutien
No final de século XIX, foi criado na França o precursor do soutien, numa tentativa de oferecer às mulheres mais conforto do que o repressor espartilho. A boutique de Heminie Cadolle elaborou um modelo em tecido à base de algodão e seda, semelhante aos modelos atuais. Em 1914 o soutien foi devidamente reconhecido e patenteado nos Estados Unidos pela socialite nova-iorquina Mary Phelps Jacob. Era feito com dois lenços, um pedaço de fita cor-de-rosa e um pouco de cordão. Ela resolveu vender a patente a uma fábrica de roupas femininas, a Warner Brothers Corset Company, por 15 mil dólares da época. Era o início da industrialização do lingerie, porém havia poucas opções de tamanho e o ajuste era feito por presilhas nas alças.
Sensualidade explorada
A década de 80 a cantora Madonna consagrou a exposição da lingerie, usando soutiens, corpetes e cintas-ligas como roupas, e não mais como underwear (roupa de baixo). O público feminino adotou a idéia e a explora até hoje. A indústria de lingerie, por sua vez, elabora modelos cada vez mais sensuais e de materiais confortáveis. Transparências passaram a revelar belos soutiens e corseletes, usados até mesmo em ocasiões formais. Perto do ano 2000, as alcinhas de soutien são propositadamente deixadas à mostra. Revelando que as roupas íntimas estão longe de servir apenas para manter a higiene e conforto das mulheres, mas fazer parte da moda e do arsenal de sedução.
Fonte: www.lucitex.com.br
História da Lingerie
A lingerie é uma autêntica arma de sedução. Longe estão as épocas em que a lingerie pouco ou nada dizia às mulheres. Hoje, esta peça de vestuário é tão importante como outra qualquer...
A lingerie apresenta uma vasta variedade de feitios, formas e de cores, aptas a serem vestidas para embelezar o corpo feminino. Há alguns anos atrás o preço da lingerie era algo de exurbitante, face à escassa procura mas actualmente essa situação já não tem razão de ser. As mulheres compram lingerie e compram-na com gosto e prazer, com o objectivo de se sentirem bem e de agradar o seu companheiro.
À lingerie está relacionado, por excelência, o soutien. A sua origem é um pouco conturbada. Há quem afirme que nasceu na América do Norte, outros em Roma e, outros ainda, declaram que o primeiro local onde se usou soutien foi em França. Face a tamanhas dúvidas, o que importa realçar é que o soutien e o popular espartilho surgiram para cobrir o corpo, devido ao atentado ao pecado e ao pudor do acto sexual proclamado pela Igreja. Coberto o corpo, achava-se que as mulheres não corriam qualquer "risco".
As cuecas têm uma origem muito mais antiga, pelo menos aquilo que mais se assemelhava a elas. Os povos mais antigos usavam-nos para tapar as partes frontais e deixavam apenas uma tira, do género fio dental, na parte traseira. Mas, tudo era feito com um simples pano e sem grandes preocupações de estética ou de imagem. Aliás, o conceito de estética e sedução nem tão pouco tinha sido descoberto, pelo menos para os povos mais longínquos da história.
Com o passar do tempo e, com a difusão do Cristianismo, começou a haver cada vez mais a preocupação de tapar o corpo, utilizando tecidos grossos e com pouca possibilidade de tentar descobrir os contornos do corpo. O brotar da Renascimento faria com que se realçasse as formas humanas e os seus contornos, escondidos durante tanto tempo. A imagem do pecado e de Deus era deixada um pouco à margem, em prol do enaltecimento cultural e do indivíduo em si mesmo. Assim, o cuidado com as roupas começou a ser maior e mais detalhado.
Desde esse período até um pouco antes do rebentar da industrialização, o espartilho marcou a sua presença durante muito tempo. Era através dele que as formas do corpo sobressaíam, com decotes mais amplos e elevando os seios. Contudo, o espartilho era demasiadamente apertado e sufocava em demasia as mulheres, para já não falar do longo período de tempo que levava a ser colocado e da ajuda que era necessária. Só mais ta
rde, surgiu aquilo que mais se assemelhava ao soutiem, na forma e feitio como hoje estamos habituado a vê-lo.
A história da lingerie está, indubitavelmente, relacionada com a época e com o modelo de vida da época. As mulheres que prostituiam o corpo foram as primeiras a usar os soutiens e as cuecas mais usadas, como forma de seduzir aqueles que as pocuravam. Esta revolução só aconteceria após a I Guerra Mundial e, é com a segunda guerra deste calibre que surgem os soutiens sem alças, com arame na parte inferior e as famosas ligas. Com a chegada da década de 60, os soutiens perdem de vez os arames e os enchimentos característicos, e a revolução da lingerie e da moda é total.
As mini saias, os tecidos finos e transparentes, e a emancipação feminina fizeram com que as décadas de 60 e 70 atingissem o auge das conquistas femininas.
A moda e a lingerie começavam a imperar aos poucos, e a preocupação com o aspecto físico começou a ser cada vez maior. A mulher começa a preocupar-se com a sua silhueta, e do seu roupeiro fazem parte peças como soutiens, tops avantajados, mini saias, tangas, camisolas tansparentes, calças justas, entre tantos outros acessórios. Tudo fruto da emancipação feminina ocorrida décadas antes.
Hoje, qualquer mulher aprecia comprar uma peça de lingerie e, de facto, a diversidade é tanta que dá vontade de comprar quase tudo o que a loja tem para vender. A beleza da coisa é que a lingerie transforma qualquer corpo, seja bem feito ou com gordurinhas a mais. A verdade ainda maior é que, a lingerie seduz qualquer pessoa para, logo de seguida, seduzir aquele que a observar no corpo da mulher...
A sua opinião sobre os artigos publicados e os assuntos abordados é de extrema importância para nós.
Fonte: www.mulherportuguesa.com
História da Lingerie
Do linho à Lycra Sutiã
Na Antigüidade, as egípcias não usavam nada por baixo de suas túnicas de linho e as mulheres de Atenas, na Grécia, tomavam banho, nas fontes da cidade, cobrindo o púbis com um triângulo de tecido preso por fios amarrados nos quadris.
A Lingerie da Idade Média era simplesmente uma camisola longa, de mangas compridas, comum aos dois sexos, que tinha por finalidade evitar o contato da pele com os tecidos ásperos e pesados do vestuário da época. Além disso, a roupa íntima era usada pelas mulheres, para poupar as roupas caras, pesadas e difíceis de lavar, principalmente num período em que tomar banho estava longe de ser um hábito diário.
A partir do século XV, os ingleses começaram a dar mais importância ao modo de se vestir e as roupas sofreram constantes transformações. Desde então, o modo de se vestir passou significar "status", ou seja, cada classe usava roupas para caracterizar sua classe social.
A Lingerie não ficou de fora. O uso de uma espécie de calção, inspirado nos "culotes" masculinos, foi introduzido no século XVI por Catarina de Médicis, que o utilizava para montar a cavalo.
Ainda no século XVI, a roupa íntima feminina, mais elaborada e produzida com tecidos claros, começou a distinguir-se mais da masculina. Apertando mais a cintura e, posteriormente, os seios, o que dava a impressão de quadris bem largos.
Quanto mais adornos as mulheres tinham, mais enfatizavam a riqueza e a imagem do homem que pagava suas contas. O volume das saias também significava riqueza. Daí surgiram os "saiotes", que ficaram cada vez mais numerosos e pesados, até serem substituídos por uma invenção espanhola: o "vertugadin", uma armação rígida adotada somente pela nobreza, pois as mulheres da plebe (classe baixa), que trabalhavam nos campos, precisavam de liberdade de movimentos. Ao final do período renascentista (séc. V ou XIII), as mulheres já usavam meias de algodão ou lã presas por ligas tecidas em lã.
Do linho à Lycra
Um dos primeiros modelos de calcinha é datado do ano 3000 a.C. na Babilônia. Mas foram os gregos que desenvolveram esta peça da roupa íntima feminina, enrolando no quadril uma faixa de linho que descia por entre as pernas para protegê-las e torneá-las.
Na realeza do século XIV, enquanto outras peças do vestuário contavam-se às dúzias, as "calças de baixo", não passavam de duas mudas. Fora dos castelos, as cortesãs as usavam bordadas, e as atrizes e bailarinas as usavam por decreto lei. Já as demais mulheres passeavam com suas partes alegremente ao ar, isso, é claro, cobertas com saia ou vestido.
No século XVII, as "calças de baixo" foram objeto de estudo para a medicina. Os médicos da época afirmavam que o uso diário produzia secura do útero, causando assim a esterilidade. Aliado à volta da moda do espartilho, outra peça foi adicionada à indumentária feminina: a "anquinha", uma armação também de arame trançado como um cesto de 30 cm de largura, presa por uma tira na cintura, que estufava os quadris.
A "anquinha" foi substituída pelo "culo" (espécie de calda), dois séculos mais tarde. Esse utensílio deixava as mulheres estreitas de frente e protuberantes de costas. Em meados do século XIX, tanto a "anquinha" como o "culo" saíram de moda, dando espaço às "crinolinas". Realmente as "crinolinas" ocuparam espaço, pois eram confeccionadas com uma armação de tubos de tecido forrados com crina de cavalo (daí o nome).
Na segunda metade do século XIX, a mulher toma literalmente espaço na sociedade com a "criolina".
"Entramos finalmente para o século XX"
Na primeira década do século, o costureiro Paul Poiret põe um fim aos espartilhos e a todos os tipos de corpetes, salientando a Lingerie como algo sensual. Uma conseqüência da insatisfação feminina, devido ao desconforto. Houve mudanças, mas não muito. A moda era um estilo retilíneo e afunilado para as roupas, o que dificultava o andar, obrigando as mulheres a usarem um corpete da cintura para baixo.
A situação começa a melhorar já na década seguinte com o estilo revolucionário da costureira Coco Chanel, que costurava para si mesma e passou a ser copiada pelas mulheres da sociedade. Surgem os "calções" de tecidos finos. A inovação dos tecidos na década de 30 contribuem para a evolução.
Os anos 50 forma o auge da revolução dessa peça. As divas do cinema americano ajudaram a popularizar e dar um toque mais sensual à calcinha, que, por não raras vezes, poderia ser vista, mesmo debaixo de tantas saias e anáguas.
De lá pra cá, a calcinha tornou-se acessório indispensável na vida da mulher. Novas cores, modelos e tecidos que variam de acordo com as formas femininas proporcionaram maior conforto e praticidade, além é claro de charme, sofisticação e sensualidade.
História do Sutiã
Tortura cultural
O marco inicial foi o século XVI, quando as roupas femininas passaram a ser confeccionadas com tecidos mais claros, para diferenciar das masculinas. Com isso, veio também a tendência de cortes mais acinturados, deixando à mostra as curvas femininas, como os quadris e os seios.
Contudo, apenas 100 anos mais tarde é que surgiu o espartilho na Espanha. Ao contrário do que se pensa, o espartilho não servia para modelar o corpo, mas para disfarçar as formas, uma exigência da época. O nome é espartilho porque eram feitos de esparto (uma gramínea utilizada na fabricação de cestos). A peças recebia também uma estrutura de barbatanas de baleia.
Um pedaço de armadura de um cavaleiro, mas um espartilho usado no final da Idade Média.
Cada vez mais apertada, essa peça acabou obrigatória para mulheres, o que provocava desconforto e por vezes até desmaios. Já nos séculos XVIII e XIX, os modelos que enclausuravam a mulher, achatando o busto, se consagraram. Uma longa camisa rendada isolava o corpo do espartilho, que o moldava.
O primeiro sutiã
No final de século XIX, foi criado na França o precursor do sutiã, numa tentativa de oferecer mais conforto do que o repressor espartilho. A butique de Heminie Cadolle elaborou um modelo em tecido à base de algodão e seda, semelhante aos modelos atuais. O sutiã foi devidamente reconhecido e patenteado em 1914 nos Estados Unidos pela socialite nova-iorquina Mary Phelps Jacob. Ele era feito com dois lenços, um pedaço de fita e um pouco de cordão.
Diante da novidade, prática e mais higiênica, as amigas de Mary intensificaram cada vez mais seus pedidos. Foi então que ela resolveu vender a patente a uma fábrica de roupas femininas, a Warner Brothers Corset Company, por 15 mil dólares da época. Era o início da industrialização da Lingerie.
Os primeiros modelos eram pouco inovadores e, em vez de realçar os seios, os achatavam. Havia poucas opções de tamanho e o ajuste era feito por presilhas nas alças. A partir da década de 20 a empresa americana Kestos lançou modelos mais próximos dos atuais, com pedaços triangulares de pano presos por um elástico que passava sobre os ombros, cruzava nas costas e abotoava na frente. Daí muita coisa mudou.
Fonte: www.deluc.com.br
História da Lingerie
Desde a antigüidade, a lingerie exerce um papel fundamental na vida das mulheres. Na Grécia, a necessidade de usá-la surgiu por causa da preocupação das mulheres em cobrirem suas intimidades. Elas banhavam-se nas fontes da cidade de Atenas, usando túnicas e um pequeno triângulo de tecido amarrado com fios nos quadris. Dessa forma, surgiu o que foi considerada a primeira tanga.
Para proteger a pele dos tecidos ásperos e pesados que eram usados na época, usavam-se as túnicas, que eram camisolas longas, para ambos os sexos.
As lingeries eram consideradas símbolos de "status", pois uma mulher bem arrumada demonstrava riqueza e por conseqüência a imagem do homem bem sucedido. Foi nessa época que surgiram as ligas feitas de lã, como uma necessidade de segurar as meias de algodão.
As lingeries eram muito desconfortáveis, pois os espartilhos eram feitos de esparto, mesmo material usado para fazer cestos, e a estruturação era feita com barbatanas de baleia, como uma armadura.
O estilo diretório, que surgiu através do comércio com o Oriente e a América, era um vestido decotado, preso debaixo do busto e uma calça larga de linho, a qual era presa no tornozelo. Sua ousadia era aparecer sob as saias que arrastavam no chão. Surgiram então as anquias, que são armações de arame, amarrados na cintura, com a finalidade de aumentar os quadris.
Com o tempo, a anquia foi substituída por uma calda, chamada de culo, que deixava as mulheres estreitas de frente e como uma grávida de costas, tendo o espartilho força total, tendo que ser amarrado por duas pessoas. Sua função era deixar a mulher com uma minúscula cintura.
Posteriormente surgiram as crinolinas, que eram armações de tubos de tecidos forradas com crinas de cavalo, as quais faziam muita compressão no corpo da mulher, causando casos diários de desmaios.
Por volta de 1900, o famoso costureiro Paul Poret colocou um fim nos espartilhos e corpetes, salientando a lingerie como algo sensual, surgindo daí os calções de tecidos finos, as camisetas de cambraia ou de seda, usando muitas combinações. Dessa forma, a lingerie tornou-se símbolo feminino de sensualidade, sedução e luxo.
O elastano, e posteriormente o nylon, eram considerados uma segunda pele, e proporcionavam lavagem e secagem rápida. Surgiram de forma revolucionária no mercado da lingerie, principalmente por serem formados por novas fibras, como matéria prima alternativa, ficando assim com um preço muito mais acessível. Com a queda da bolsa de valores, em 1929, o poder aquisitivo não permitia que as mulheres gastassem tanto com as lingeries.
Por volta de 1950, surgiram os modelos de recortes ousados para soutiens, como os que levam arame para dar sustentação. Com o tempo, os sutiens com bojo, e também os bustiers, chamados sutiens sem alça, ganham força total no mercado..
Ousadia maior foi quando surgiu a transparência das rendas, os topes e outros mais, devido ao desenvolvimento dos produtos. Desse modo, a mulher ganhou o poder da opção. Como dito por especialistas: "A lingerie que se parece com você, que se move com você e que se sente como você".
Fonte: www.firmare.ind.br
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